A Travessia - Kalleb Dayan

Entre fogo, vazio e luz, a alma renasce. A travessia do medo revela o ser. Das cinzas, surge a essência. Morrer é retornar mais inteiro, mais vivo.

A Travessia

Entre fogo, vazio e luz, a alma renasce. A travessia do medo revela o ser. Das cinzas, surge a essência. Morrer é retornar mais inteiro, mais vivo.

Atualizado há 87 dias, 10 horas / Tempo de leitura: 3 minutos

O que eu queria saber, à beira da luz, em vez da sombra do medo: como é desaparecer no nada e retornar? O limiar entre o ser e o não ser pulsa como uma fronteira invisível, onde cada passo é um convite ao desconhecido. O coração lembra o que as palavras esquecem. Ele guarda ecos de esperança e de perda.

Sussurrando segredos que só o silêncio compreende. Olhos cintilantes refletindo a dança das chamas, dor e admiração entrelaçadas. O fogo consome e revela, queimando ilusões até restar apenas a essência. No calor do fogo, tudo o que não somos se desfaz. Das cinzas, nasce a promessa de algo novo. A cada respiração, o mundo se esvai, entregando-se ao silêncio.

O vazio se abre como um portal, onde o eu se perde. O vazio incha, um abismo sem limites, onde a memória se dissolve. Ali, a existência se pergunta: quem sou eu sem forma, sem nome? No silêncio do abismo, a alma se escuta pela primeira vez. O medo se transforma em curiosidade, e a ausência se torna solo fértil para o renascimento. Então, uma explosão de luz dourada lembra ao espírito.

Você está vivo. A luz não apenas revela, mas recria, costurando as feridas invisíveis do ser. A travessia pelo fogo e pelo vazio prepara o espírito para a luz. Cada cicatriz se torna um mapa de retorno. Entre o terror e a admiração, a alma é refeita. O medo se dissolve na claridade, e o espanto se torna a linguagem do renascimento.

O renascimento é silencioso, mas profundo — um florescer que só quem atravessou a noite pode compreender. Entre fogo, vazio e luz, algo em nós desperta. Somos feitos de ciclos: arder, esvaziar, iluminar. E, a cada retorno, nos tornamos mais inteiros, mais vivos.

O que eu queria saber, à beira da luz, em vez da sombra do medo: como é desaparecer no nada e retornar? O limiar entre o ser e o não ser pulsa como uma fronteira invisível, onde cada passo é um convite ao desconhecido. O coração lembra o que as palavras esquecem. Ele guarda ecos de esperança e de perda.

Sussurrando segredos que só o silêncio compreende. Olhos cintilantes refletindo a dança das chamas, dor e admiração entrelaçadas. O fogo consome e revela, queimando ilusões até restar apenas a essência. No calor do fogo, tudo o que não somos se desfaz. Das cinzas, nasce a promessa de algo novo. A cada respiração, o mundo se esvai, entregando-se ao silêncio.

O vazio se abre como um portal, onde o eu se perde. O vazio incha, um abismo sem limites, onde a memória se dissolve. Ali, a existência se pergunta: quem sou eu sem forma, sem nome? No silêncio do abismo, a alma se escuta pela primeira vez. O medo se transforma em curiosidade, e a ausência se torna solo fértil para o renascimento. Então, uma explosão de luz dourada lembra ao espírito.

Você está vivo. A luz não apenas revela, mas recria, costurando as feridas invisíveis do ser. A travessia pelo fogo e pelo vazio prepara o espírito para a luz. Cada cicatriz se torna um mapa de retorno. Entre o terror e a admiração, a alma é refeita. O medo se dissolve na claridade, e o espanto se torna a linguagem do renascimento.

O renascimento é silencioso, mas profundo — um florescer que só quem atravessou a noite pode compreender. Entre fogo, vazio e luz, algo em nós desperta. Somos feitos de ciclos: arder, esvaziar, iluminar. E, a cada retorno, nos tornamos mais inteiros, mais vivos.

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Kalleb Dayan
Kalleb Dayan

Sua mente cria mais do que pensamentos. Escrevo para quem pressente que existe algo além da rotina — e ousa descobrir.

"Que impere em mim a humanidade como raça e o amar como religião." Kalleb Dayan

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